Datafolha: Lula é 2ª opção para 21%; Ciro, para 20% – 22/09/2022 – Poder

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é citado como segunda opção de voto por 21% dos eleitores que ainda podem mudar de ideia na eleição para presidente. Nesse recorte, ele está empatado tecnicamente com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que é apontado como “plano B” por 20%.

Segundo a nova pesquisa Datafolha, 81% dos entrevistados dizem estar totalmente decididos sobre sua escolha, e 18% respondem que o voto pode variar até o dia da eleição.

Dentro desse universo de eleitores voláteis, a margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O presidente Jair Bolsonaro (PL) é citado como opção por 15%, o que também o coloca em condição de empate técnico com Ciro —e no limite máximo da margem de erro com Lula, situação em que o Datafolha considera um empate improvável.

É a primeira vez desde maio, quando teve início a série histórica de dados, que o pedetista não aparece à frente numericamente entre os citados como segunda opção. Ele também apareceu em condição de empate em pesquisas anteriores.

Feito entre terça (20) e quinta-feira (22), o levantamento tem margem de erro geral de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto ouviu 6.754 eleitores em 343 municípios. A pesquisa, contratada pela Folha e pela TV Globo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04180/2022.

Na simulação de primeiro turno feita pelo instituto, Lula lidera, com 47% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PL), com 33%, Ciro, com 7%, e Simone Tebet (MDB), com 5%.

Ciro, na pesquisa da semana passada, ainda figurava numericamente no topo da lista de “plano B”, com menções de 23% dos eleitores voláteis. Lula tinha 20%. Bolsonaro manteve 15% nas duas sondagens.

Votaria em branco ou nulo uma parcela de 11%; 9% não sabem o que fariam.

O pedetista aparece estagnado em intenções de voto, com oscilações dentro da margem de erro, e vê crescer um movimento na campanha por voto útil no primeiro turno em favor de Lula. Apoiadores do ex-presidente pregam a estratégia como forma de evitar o prolongamento da disputa com Bolsonaro e amenizar o risco de violência.

Os eleitores de Ciro, que sofrem pressão para abrirem mão do pedetista e migrarem para o ex-presidente, estão menos certos sobre sua escolha do que os cidadãos que declaram voto nos dois favoritos.

Entre os apoiadores de Bolsonaro, os que se dizem plenamente decididos são 88%. Entre os de Lula, 87%. Já entre os de Ciro, os convictos são 46% —e 54% ainda podem mudar.

Entre apoiadores de Ciro que admitem rever a decisão, Lula é o caminho mais provável: 38% escolheriam o ex-presidente, e 18% migrariam para Bolsonaro. Outros 13% respondem que votariam nulo ou em branco; e 7% não sabem responder.

Ciro tenta estancar o risco de derretimento da candidatura repudiando a campanha por voto útil e tentando manter sua base unida. Tanto o ex-ministro quanto a senadora Tebet reagiram à investida e criticaram as atitudes que, para eles, inibem o voto em candidaturas alternativas.

“O Lula sempre foi fascistoide”, disse Ciro na quarta-feira (21) em ataque à estratégia petista, falando em “fascismo de esquerda” para tirar de outros políticos, como ele, o “direito de ser candidato, para o povo ter uma opção”. No cálculo dos aliados de Lula, os votos que hoje são do candidato do PDT ajudariam o ex-presidente a liquidar o pleito sem a necessidade de segundo turno.

Artistas que apoiaram o pedetista em outros pleitos vêm sendo buscados por assessores de Lula para declararem voto no ex-presidente, com o argumento de que elegê-lo é preservar a democracia. O cantor Caetano Veloso foi um dos que aderiram à campanha com o mote do “vira voto”.

O petista registra 50% dos votos válidos na nova pesquisa. Com o índice, existe a possibilidade de vencer no próximo dia 2, sem a necessidade de uma segunda etapa da eleição. Considerando a margem de erro de dois pontos, ele teria hoje entre 48% e 52%.

Para sair vitorioso já na primeira fase, um candidato precisa obter mais da metade do total de votos válidos, que desconta nulos e brancos e é o critério oficial para definir o pleito.

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